quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A idade média, a civilização árabe e a formação das monarquias ibéricas.

idade média
  Marcada por uma serie de considerações preconceituosas, a idade média compreende o período da parte da queda do direito Romano, até o surgimento do movimento Renascentista antes de ser chamada '' idade das trevas'' esse período histórico possui uma diversidade que não se encerra no predomínio das concepções religiosas em detrimento da busca pelo o conhecimento. É durante p período medieval que estabelece a complexa fusão de valores culturas Romanas e Germânicos. Ao mesmo tempo nesse período que vermos a formação do império Bizantino, da expansão dos árabes e o surgimento das primeiras universidades.

   A civilização Árabe
     Antecedentes até o século XI, a península árabe, entre a asia e a africa, eram habitadas por algumas tribos árabes que sobreviviam basicamente do pastoreio. Essas tribos possuíam diferentes estilos de vida e de crenças. Os beduínos eram nômades e viviam no deserto ultilizando como sobrevivência os camelos e praticando o o comercio de caravanas. As tribos das coraixitas, por sua vez, habitavam na região litorânea e e viviam do comercio fixo. No fim do seculo VI, o mundo árabe sofreu importantes transformações com o aparecimento de Maomé, um jovem e habilidoso caravaneiro que circulou varias regiões do Oriente durante suas atividades comerciais. Em suas andanças, Maomé entrou em contato com diferentes povos e, supostamente, conheceu as singularidades da crença monoteísta em 610, teve uma visão que o fez fundar uma nova região: o islamismo. Para defender sua região, Maomé pregava em Meca, criticando o politeísmo. Acabou perseguido por suas crenças e, em 622, teve que fugir da medina. Esta fuga é conhecida como Hégira e marca o inicio do calendário muçulmano.

   O islamismo, que significa ''submissão a deus'',ensina que todos os homens são iguais perante Alá (Deus, em árabe). Os ensinamentos de Maomé foram reunidos no ALCORÃO, livro sagrado dos islamíticos. A região islâmica, ou muçulmana, é chamado de Mesquita. A região estabelece alguns preceitos morais que o adepto que deve seguir durante sua vida. Entre esses preceitos, estão orar cinco vezes ao dia, jejuar periodicamente, descansar nas sexta-feiras, fazer caridade, ir ao menos uma vez na vida aos lugares sagrados de Meca, cidade santa dos muçulmanos. Algumas interpretação do Corão falam de jihad, ou guerra santa, para espalhar por meio de conquistas a região islâmica e converter os infiéis ao culto de um só Deus. Os muçulmanos creem que os que morrem combatendo pela fé islâmica tem assegurado o paraíso. Isso explica o empenho mostrado pelos árabes em todas as sua conquistas.

A expansão
   Antes de Maomé, os árabes eram politeístas. Cada tribo tinha as suas próprias divindades. Depois de Maomé, as tribos árabes foram unificadas sob os princípios da nova religião. Após a morte de Maomé, em 632, iniciou-se a guerra santa contra infiéis do mundo inteiro. Em menos de um século, os árabes conquistaram a Síria, a Pérsia, o Egito, o norte da África e a Espanha. Os ataques eram geralmente coordenados por um califa, chefe político e religioso, considerado sucessor do profeta Maomé. Em 711, atravessaram o estreito de Gibraltar e conquistaram quase toda a península ibérica. A seguir, atravessaram os Pireneus e entraram na Gália, mas foram derrotados pelos francos em 732. Os árabes geralmente tratavam com moderação os povos conquistados, procurando respeitar os seus costumes. Essa era uma forma de manter sob controle estas populações.

 Sunitas e Xiitas
  No decorrer da expansão do império islâmico, surgiram fortes discussões para saber quem deveria controlar os ricos territórios conquistados. O crescimento da comunidade islâmica contribuiu para o surgimento de vários grupos político-religiosos. Dentre estes, destacaram-se os sunitas e os xiitas. Os sunitas adotaram a suna – livro que conta a trajetória se Maomé – para resolver questões não esclarecidas pelo Alcorão. Eles só reconhecem líderes religiosos escolhidos diretamente pelos muçulmanos. Os xiitas, por sua vez, preferem uma interpretação mais rígida do Alcorão e não costumam admitir conhecimento de outros livros. Eles só reconhecem líderes religiosos que sejam descendentes diretos de Maomé. Atualmente, o grupo xiita é normalmente associado aos pequenos grupos terroristas que mancham a reputação do mundo árabe. Os sunitas representam cerca de 80% da comunidade islâmica espalhada pelo mundo.
        
    O declínio

  O império islâmico se manteve unido durante quase duzentos anos após a morte de Maomé. Essa união só foi possível graças a religião e à língua árabe, presente no Corão. O declínio do império, no entanto, começou a partir do século VIII quando, um após outro, os governadores de diversas províncias passaram a negar ajuda ao governo central. As rivalidades, o fanatismo e as ambições pessoais dos diversos califas, que se diziam herdeiros de Maomé, levaram à guerras civis, a desagração e à derrota. As pressões externas também contribuíram para esse declínio. Na península ibérica, no século XI, começou o movimento de reconquista dos cristãos com o objetivo de retomar os territórios em poder dos árabes. No Oriente, no século XVI, os turcos otomanos conquistaram o que restava do outrora vasto império islâmico. Durante a primeira metade daquele século, os otomanos se tornaram senhores do Oriente Médio.

   Os árabes deixaram grandes contribuições culturais, assimilando o conhecimento das civilizações com as quais entravam em contato. Estas contribuições foram difundidas aos europeus durante a Idade Média. Nas artes, os árabes destacaram-se na arquitetura. Contruíram grandes palácios e mesquitas. Desenhavam arabescos, ornamentos geométricos com caracteres em árabe, pois a reprodução de figuras humanas era proibida. Na literatura, criaram obras até hoje conhecidas no Ocidente, tais como: “As mil e uma noites”, “As minas do rei Salomão” e “Ali Babá e os quarenta ladrões”. Na matemática, desenvolveram a álgebra e a trigonometria. Na química, dedicaram-se principalmente à alquimia. Na medicina, Avicena descreveu a natureza de várias doenças e a forma de curá-las. Na agricultura, difundiram novos produtos e novas técnicas, como irrigação. No comércio, aperfeiçoaram o uso de recibos, cheques e cartas de crédito. Os árabes também trouxeram da China o conhecimento da bússola e da pólvora.


   A formação das monarquias ibéricas: Portugal e Espanha
   Portugal e Espanha possuem uma origem comum e vários pontos de sua história se encontram e estão entrelaçados.
   Primeiro Portugal e depois a Espanha foram precursores na formação das monarquias absolutistas na Europa, os dois primeiros Estados Nacionais europeus.
   É a partir do nascimento da nacionalidade portuguesa e espanhola que, por exemplo, os descobrimentos e a expansão ultramarina se tornaram possíveis, mudando a face do mundo conhecido e conduzindo a configuração contemporânea das relações econômicas, sociais e políticas.
   Assim, para entender a história da Idade Moderna é essencial conhecer a formação das monarquias ibéricas, por sua vez, sendo necessário recuar no tempo até as origens mais remotas da cultura da região.

As origens da cultura ibérica.
   O território que hoje constitui Portugal e Espanha, rico em recursos hídricos, desde a antiguidade possui a pequena extensão montanhosa do norte fértil e as grandes planícies do sul propícias somente ao cultivo de oliveiras (azeitonas) e videiras (uva). Apesar de hoje a irrigação ter solucionado a falta de terras para o plantio e pastoreio, principalmente na Espanha, um dito anedótico português medieval simboliza ainda esta característica.
Afirma o dito que quando um boi é posto a pastar no campo, o excremento do animal cai nas terras do vizinho, tamanho o aspecto apertado das propriedades rurais, dificultando o cultivo dos cereais, tal como trigo, usado para fabricar pão, o principal produto de consumo ibérico até o século XIX. A despeito desta característica, a península ibérica, com sua costa recortada, sempre foi um convite à pesca e a partida, mas igualmente exerceu forte atrativo ao desembarque de povos vindo do norte da África e outras regiões através do mar mediterrâneo.
Existem vestígios que comprovam do povoamento da península anterior a 1800 a.C, quando por lá passaram povos da mais diferentes origens, inclusive do longínquo Oriente.
  

No entanto, povos de origem celta, entre os quais os lusitanos, fizeram-se presentes, fixados em cidades fortificadas, chamadas Castros. Eles dominaram a península, estabelecendo o comercio de sal e ouro, trabalhando unidos com os fenícios.

  a reconquista
   A Europa medieval era um barril de pólvora, com gritante desigualdade, exploração dos camponeses ao extremo, nobres lutando entre si pelo poder e entrando em atrito com o papado, quando a igreja católica pensou na solução ideal: focalizar a atenção da população em um inimigo externo que pudesse unir todos em torno do cristianismo.
   Dentro deste contexto, o Papa convocou a cristandade para livrar a península ibérica dos infiéis, fazendo levas e mais levas de peregrinos rumarem para lá, buscando conciliação com o divino e fortuna, incrementando os contingentes cristãos. Entre os nobres, neste período, somente o primogênito se habilitava a herdar terras e títulos, aos outros filhos homens restava entrar para o clero ou buscar fortuna em terras distantes como cavaleiro.

conclusão
   o rei da França, Luis XIV foi o autor da célebre afirmação: ''o Estado sou eu''. Ele simbolizou a autoridade suprema do rei absolutista, foi o perfeito monarca, caracterizado o antigo regime. No entanto muito antes da formação do Estado Nacional absolutista Frances, o precursor do Estado nacional foi Portugal, seguido pela a Espanha.
    O catolicismo foi o centro de apoio de ambos, Deus concedia poder divino aos reis, com autoridade ilimitada e incontentável, o que iria encerrar definitivamente a pretensão dos papas ao poder temporal, a quem a partir de então passaria a restar apenas governa a espiritualidade.   
   A harmonia garantida  do Estado absolutista, em Portugal seria garantida pela burguesia. O que permitiu aos reis legitimarem a formação do Estado Nacional e o sentimento de nacionalidade, uma construção coletiva que demorou século e não obra de apenas um homem.
   Uma harmonia obtida na Espanha através de apoio de alta nobreza. Nos dois casos permitindo a expansão ultramarina, sustentáculo das monarquias ibéricas na idade moderna. 

aluna: Aline Roselia
  

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